DIA DO LIVRO


Dia do Livro...Dia do objeto mais encantador e cheio de vida. Quem recebe um livro de presente, recebe um tesouro. Com os livros construimos homens, cidades, países. Enfim, a sociedade. Conheces um povo desenvolvido? Então, sabes que este povo lê muitos livros!



Visitando a Casa do Cordel




























No dia 07 de abril de 2011 levamos alguns alunos do 6º ao 9º ano para conhecerem a Casa do Cordel. Um lugar de muita cultura popular contada e cantada em versos. Foi um momento muito rico. Tivemos a oportunidade de receber explicações sobre as origens da literatura de cordel, de conhecer cordelistas da capital potiguar: Abaeté, Ariosvaldo...O artista Erik Lima também fez uma exposição de xilogravuras, falando sobre as origens dessa arte tão antiga e tão presente na literatura de cordel. Um dos momentos mais gratificantes dessa visita encantada foi a apresentação do teatro de João Redondo, que por sinal, o artista Genildo fez questão de ressaltar para nós que esta forma de apresentação recebe diferentes nomes nas regiões de nosso país. Logo após as apresentações, os visitantes apreciaram os cordéis e compraram exemplares para se deliciarem em casa. Acompanhando os alunos estavam: as mediadoras de leitura: Alzenir Araujo Santos e Jailza; a coordenadora pedagógica Joana D'arc Targino; os professores Francisco das Chagas, de Língua Portuguesa; Ana Cláudia, de Ciências; e Agostinho Batista, coordenador do programa Mais Educação.

Decoração da Sala de Leitura Escritora Flauzineide Moura















As mediadoras de leitura decidiram mudar a decoração da Sala de Leitura da E.E. Izabel Gondim. É apenas o começo. Mexeram aqui e acolá... Depois vamos continuar!

Dica de leitura

"A Pedra do Meio-Dia ou Artur e Isadora - Bráulio Tavares
Ilustrações: Cecília Esteves
Coleção Infanto-Juvenil
Selo Altamente Recomendável da FNLIJ
80 p.
Esta é a história de Artur, um andarilho valente que em sua caminhada salva a bela Isadora das garras de uma onça. Isadora precisa encontrar a Pedra do Meio-Dia para salvar seu reino enfeitiçado por um gigante com um sortilégio atroz. A narrativa é toda em forma de cordel e no final do livro Bráulio Tavares explica as origens e características deste gênero. O jovem Artur arruma sua trouxa e sai pelo mundo à cata de aventuras. Encontra-se com a menina Isadora e, com ela, vai atrás da pedra do meio-dia, que foi roubada por um terrível gigante. No caminho, Artur encontra o que buscou: aventuras aos montes! Onça, ponte que não termina, feitiço de bruxa, palácio encantado e gigante que vira bicho. Os jovens dormem sobre folhas, caminham léguas sem fim, e a simpatia entre ambos vai crescendo a cada desafio vencido. Juntos, e com a ajuda de uma sacola mágica, eles enfrentam todos os perigos com muita coragem e inteligência. Esta história de amizade, peripécias e fantasia é narrada em forma de cordel, com rimas, ritmo e muita graça. O cordel, forma tradicional de nossa literatura popular, é escrito para ser lido e contado. Feita em versos, com vocabulário acessível e estrutura rítmica cativante, a história corre como uma canção bonita. Sem nos darmos conta, a aventura já terminou e as crianças que, em geral, não estão acostumadas a narrativas em versos, querem mais, querem de novo. A “pedra do meio-dia” foi escrita nos moldes do cordel tradicional, seguindo suas regras clássicas de métrica, rimas e temas. Assim, além de conhecer uma incrível história de aventura e fantasia, as crianças poderão entrar em contato com um de nossos gêneros literários mais ricos, vivo ainda hoje em muitas regiões do Brasil. Bráulio Tavares, autor de romances, livros de humor, compositor e redator de programas de televisão, sempre foi um estudioso e grande admirador do cordel. Neste livro, escrito especialmente para crianças, mas que também encanta os jovens e adultos, ele conseguiu criar um cordel à maneira dos mestres do gênero, com vocabulário e ritmo, que mesmo as crianças que nunca ouviram um cantador irão gostar e se divertir.

Sobre o autor

Braulio Tavares nasceu em Campina Grande, PB, em 1950, e mora desde 1982 no Rio de Janeiro. Além de romances e contos, publicou também vários folhetos de cordel e livros de poemas, entre eles A Pedra do Meio-Dia, ou Artur e Isadora (Editora 34, São Paulo, 1998), O homem artificial (Sette Letras, Rio de Janeiro, 1999) e Os martelos de Trupizupe (Engenho de Arte, Natal, 2004).
Compositor de música popular e dramaturgo, organizou também a antologia dos folhetos do cordelista Raimundo Santa Helena (Hedra, São Paulo, 2003), entre outras coletâneas, e mantém uma coluna diária sobre cultura no Jornal da Paraíba. Entre seus livros destaca-se Lampião e Lancelote (2006), que ele mesmo escreveu e desenhou, premiado no Salão Internacional de Bolonha de 2007.


Sobre a ilustradora

A paulistana Cecília Esteves formou-se em Arquitetura pela USP e trabalha com desenho e animação, empregando as mais diversas técnicas. Suas ilustrações para o livro A Pedra do Meio-Dia, de Bráulio Tavares, receberam a láurea "Altamente Recomendável" da FNLIJ em 1999.