MINHA VIDA ANTES E DEPOIS DA E.J.A.





DEPOIMENTOS DAS ALUNAS
JULIETA MOURA CONFESSÔR E MARIA SALETE SILVA
3º NÍVEL "A" DA EJA - EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS,
RETIRADO DO LIVRO "MINHA VIDA ANTES E DEPOIS DA E.J.A" DA PROFESSORA ROSÂNGELA MARIA TEIXEIRA DA CÂMARA

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A Escola Isabel Gondim e seus acontecimentos mais significativos

A Escola Estadual Isabel Gondim foi a primeira escola pública do bairro das Rocas. A mais antiga escritora do RN, Isabel Gondim, usou a sua pena e a sua vida para defender o ensino público. Era também poetisa. Estreiou como escritora em 1874 com a obra Reflexões às minhas filhas. A história de cada família passa por esta escola que é considerada um patrimônio do bairro das Rocas. Foi nesta escola que ocorreu uma reunião com a finalidade de erradicar o analfabetismo no bairro. E foi nesta reunião que surgiu a idéia de construir acampamentos cobertos de palha de coqueiro, que resultou na Campanha de Pé no Chão também se Aprende a Ler. Segundo depoimentos dos moradores mais antigos, o professor Acrísio Freire, o primeiro Diretor da escola, contribuiu significativamente com a mesma, por seu zelo e dedicação. A escola parecia um paraíso, tão lindo era o jardim que ali se cultivava. Ele primava pela boa educação, pela disciplina. Mantinha um constante diálogo com as famílias. A escola era, de fato, uma segunda casa para os que nela estudavam e trabalhavam.
Diante de acontecimentos tão significativos, os que nela trabalham atualmente se sentem no dever de manter a tradição histórica, social e cultural da mesma. Temos feito constantes solicitações ao Governo do Estado para que preserve este patrimônio tão valioso para a comunidade. Acima de tudo, queremos que continue a oferecer o que sempre foi considerado seu maior valor: um ensino público de qualidade, embora, atualmente, as estatísticas mostrem uma realidade bem diferente. Porém, temos um grupo de pessoas que acredita que esta situação pode ser revertida através de um Projeto Político Pedagógico que contemple um trabalho sistemático com a leitura.
A escola já teve e, ainda tem, em seu quadro docente, professores bastante comprometidos com a qualidade do ensino. Também tivemos uma coordenadora pedagógica na escola, já aposentada, que não media esforços para buscar, junto com o corpo docente, estratégias diferenciadas de ensino. Esta foi uma época em que a escola fervilhava. Havia um pacto para que a escola se destacasse na comunidade por seu bom ensino. Até hoje encontramos alunos que, já adultos, alguns são até educadores, lembram com saudade daqueles tempos. No momento, também podemos contar com pessoas comprometidas, embora um pouco desestimuladas, que se dispõem a fazer um bom trabalho para restaurar e inovar a qualidade do ensino que oferecemos.
Segundo o Censo Demográfico de 2000 - IBGE - as principais características sociais e econômicas das famílas dos alunos são: 25% ganha até 1 salário mínimo mensal; 36,31% ganha de 1 a 3 salários mínimos mensais. Com relação à ocupação domiciliar, 67,93% da população do bairro das Rocas reside em imóveis quitados e 24,44% reside em imóveis alugados. No que se refere à situação educacional, 12,82% não possui nenhuma instrução; 17,17% tem de 1 a 3 anos de escolaridade e 34,92% possui de 4 a 7 anos de estudo. Os familiares dos alunos são muito privilegiados, pois residem num bairro com que possui uma cultura rica e diversificada. Geograficamente, situa-se perto das praias urbanas e do rio que atravessa a cidade, o rio Potengi: da Fortaleza dos Reis Magos, onde a cidade começou. Foi deste bairro pobre e de gente simples que surgiu o presidente da República, Café Filho, cuja história se confunde muito com a história das Rocas. Podemos citar outros aspectos que contribuem para a diversidade cultural deste povo tão alegre: o Porto de Natal, o Canto do Mangue, o Mercado do Peixe, o Mercado Público, a Sociedade Araruna de Danças Folclóricas, de Cornélio Campina, as Escolas de Samba Malandros do Samba, Balanço do Morro, os Clubes de Futebol Palmeiras e Racing, a Peixada da Comadre, a Carne Assada do Lira, a Casa de Mãe, que oferecem os pratos típicos da cultura potiguar. Além disso, tem a Feira Livre do bairro, toda segunda-feira, que já se constituiu num ponto de encontro da comunidade. Existe uma Rádio Comunitária e um Jornal do Bairro, o Via Leste. Anualmente, realiza-se o Carnaval das Rocas e o Desfile das Escolas de Samba de Natal no bairro das Rocas.
Com relação às possibilidades de investimento para o desenvolvimento sócioeconômico da comunidade, existe uma demanda para que se invista em cursos de capacitação e profissionalização principalmente para a população mais jovem, que vive desempregada ou de biscates, o que favorece o trabalho e a prostituição infanto-juvenis, o tráfico de drogas e o aumento da criminalidade, seguida de homicídios. Apesar dos esforços da escola em estreitar os vínculos com os familiares e a comunidade, inclusive com ações definidas no PDE - Plano de Desenvolvimento da Escola, este é um ponto frágil, que merece detida atenção. Além disso, a escola precisa realizar uma nova eleição para escolher os membros do Conselho Escolar. Os pais vão à escola quando necessitam receber as notas ou para saber como está o comportamento dos filhos.
Quando a escola é convidada a participar de campanhas e/ou eventos educativos do bairro ou da cidade, costumamos participar, sempre que possível. Por exemplo: Campanhas contra a Dengue, Campanhas e/ou Projetos Ambientais, como a do Barco-escola Chama Maré. Convites para apresentações artísticas gratuitas no Teatro Alberto Maranhão.
A escola não possui parceria com nenhuma empresa. Atualmente estamos contando com o apoio do Instituto C&A e do Instituto de Desenvolvimento da Educação - IDE para desenvolvermos nosso projeto de leitura literária. Estamos desenvolvendo o projeto Sabores da Leitura, que teve início em 05/2009 e pretende se estender até 12/2010. Buscamos apresentar a leitura como uma atividade prazerosa, porque observamos que nossos alunos oferecem resistência quando se trata de atividades que envolvam a leitura literária. O nome do projeto surgiu a partir de uma reflexão sobre a cultura dos alunos e seus familiares. Rocas é o bairro da ginga com tapioca, do peixe frito e da carne assada na brasa com macaxeira, do cheiro doce das mangas e dos cajus na feira livre. Sabores da Leitura - diversidade de textos literários - para os alunos degustarem à vontade. Um projeto que rompe com a idéia de leitura obrigatória, com fichamentos e perguntas fechadas, que inibem a imaginação e a fala dos alunos. Atende atualmente alunos do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental, nos turnos matutino e vespertino, com atividades de mediação de leitura no espaço da Biblioteca, que foi reorganizada para criar uma Sala de Leitura, cujo nome é Câmara Cascudo.

HOMENAGEM AO DIA DO PROFESSOR


HOMENAGEM DOS ALUNOS DA EJA - 3º nível "A"
ESCOLA ESTADUAL IZABEL GONDIM
AO DIA DO PROFESSOR.
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Rocas desconhece concurso


 Competição de redações escolares inspiradas em personagem literário local não foi divulgada no bairro da capital.
Nenhuma escola do bairro das Rocas tem conhecimento do 1º concurso de redação promovido pela Fundação Capitania das Artes (Funcarte) que homenageia a figura do "Cabra das Rocas", título do livro do escritor potiguar Homero Homem, que está na 10 ª edição e já vendeu 350 mil cópias. O problema é que o prazo de inscrição já encerra no próximo dia 25 (sexta-feira) e, certamente, não haverá tempo para as escolas se mobilizarem para participar e concorrer à premiação de um laptop(aluno) e um aparelho datashow (escola). O concurso é destinado, exclusivamente, a estudantes do ensino fundamental e médio das escolas das Rocas com idade entre 8 e 17 anos.
Nos estabelecimentos não há cartazes, panfletos e nem mesmo os diretores e professores de português e literatura sabem dar qualquer informação sobre o concurso. Além disso, as bibliotecas das escolas não possuem o livro e a biblioteca da própria Funcarte só possui apenas um volume, o que dificulta emmuito a pesquisa por parte dos estudantes. As alunas da Escola Estadual Izabel Gondim, Isabele Priscila Venâncio (17 anos), Camila Emanoela Freire (16), Mariana Eugênia (13) e Kélvia Gonzaga Viana (11), que no momento da visita da reportagem estavam na biblioteca, lamentaram não saberem do concurso. "Eu gostaria de participar para poder pesquisar e saber mais sobre a origem e as qualidades desse povo que mora aqui que é tão simpático", disse Camila.
Para o diretor da Escola Estadual Café Filho, José Bilac de Araújo, a falta de informação caracteriza descaso com que ainda hoje é tratado o 'Cabra das Rocas'. "A briga de canguleiros e xarias, relatada no livro de Homero Homem, parece se eternizar em atitudes como essa de lançar um concurso dessa magnitude e nem os diretores serem informados. Se fossem escolas do centro ou da Zona Sul, já estariam entregando os trabalhos. Como é periferia, onde as escolas têm dificuldades de se manter, falta atenção". Ele prometeu a partir de agora reunir os professores de português e literatura para estimular os alunos a participarem do concurso.
Procurada na manhã de ontem pela reportagem do Diário de Natal, a coordenadora da Biblioteca da Capitania das Artes, Cláudia Guimarães, responsável pelo concurso, não pode falar porque estava em reunião. À tarde foi feita uma nova tentativa por telefone, mas continuava em reunião.
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Francisco Francerle // franciscofrancerle.rn@diariosassociados.com.br

Edição de quarta-feira, 16 de setembro de 2009 /Diário de Natal

SARAU DA EJA DA E. E. IZABEL GONDIM

APRESENTAÇÕES, COMEMORAÇÕES, SARAU'S FAZ PARTE DOS ALUNOS DA EJA

"Se tudo o que agente puder fazer no sentido de convocar os que vivem em torno da escola, e dentro da escola, no sentido de participarem, de tomarem um pouco o destino da escola na mão, também. Tudo o que a gente puder fazer nesse sentido é pouco ainda,considerando o trabalho imenso que se põe diante de nós que é o de assumir esse país democraticamente".

(Paulo Freire)



PRESENTA

APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS DA EJA