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Experiência fantástica: Extensão na Escola Estadual Izabel Gondim

IMG-20140911-WA0002 - Copia - Copia - Copia - CopiaA extensão realizada no dia 11 de setembro de 2014, na Escola Estadual Izabel Gondim, primeira escola pública do bairro das Rocas/RN, a qual atende atualmente alunos do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental, foi uma experiência enriquecedora para todos nós que compomos o Cine Legis. Pudemos na ocasião, com certeza, aprender mais do que passar quaisquer tipos de conheci mento. Sensibilizados com a situação da escola e animados por toda dedicação de todos que fazem a equipe pedagógica, contribuímos por meio desta experiência maravilhosa a qual só nos acrescentou de coisas boas e de esperança para a educação.
Segundo a diretora Bruna, a qual nos recebeu de braços abertos, tem sido feitas constantes solicitações ao Governo do Estado para que preserve este patrimônio tão valioso para a comunidade e que continue a oferecer o que sempre foi considerado seu maior valor: um ensino público de qualidade, embora, atualmente, as estatísticas mostrem uma realidade bem diferente. Todavia, percebemos a presença de um grupo de profissionais que acreditam que esta situação pode ser revertida através de um Projeto Político Pedagógico que contemple um trabalho sistemático com a leitura, por meio também de diversas parcerias com projetos universitários, dentre outros, que queiram somar na composição de uma escola melhor a cada dia.
Começamos a extensão com as crianças e adolescentes estudantes exibindo o filme “Pequeno Milagre”. Este conta a história de Simon Birch, um garoto de 11 anos que nasceu com sérios problemas, os quais afetou seu desenvolvimento físico. Embora possuísse tantas limitações, vivia como qualquer outra criança. Os médicos declaram que ele era um verdadeiro milagre. Criança sorridente, alegre, inteligente, cordial, apresentava uma personalidade incrível e junto ao seu amigo Joe procurava o seu destino.

O filme, por ser longo, inicialmente não despertou a atenção dos alunos e alunas, porém ao final, a história engraçada e comovente toma conta da sala de leitura a qual estavam todos. Ao final, fizemos uma dinâmica de grupo diferente usando argila e música, atividade coordenada pela graduanda Rita Sales, estudante de Psicologia da Universidade Potiguar do RN. A ela, desde já nosso agradecimento pelo grande apoio. Pedimos a cada um que demonstrasse na argila suas impressões sobre o filme, o que sentiu ao assistir. Os resultados foram incríveis. Cada criança criou sua forma de expressar por meio de lindas obras de arte com argila. O que ficou mais evidente neles foi a amizade entre Simon e Joe. Muitos fizeram os dois de mãos dadas e sempre juntos.
           IMG-20140911-WA0029 - Copia - Copia - Copia Na dinâmica de grupo pedimos para cada um, se quisessem, mostrar a sua obra de arte e falar por que decidiu por fazer aquele desenho relacionando com o filme e o que resultou daquela experiência. Após as falas daqueles que quiseram participar, cantamos juntos o refrão da música “O que é, o que é?” de Gonzaguinha, embalada em ritmo de pagode e tocada também por alguns dos estudantes que aceitaram participar, com muita alegria lanchamos reunidos e finalizamos as atividades.
 Porém, é necessário enfatizar que uma educação de qualidade só é alcançada a partir do momento em que há um vínculo entre professor e aluno, de forma que cada um possa contribuir para o crescimento do outro. Dessa forma, torna-se indispensável à realização de uma atividade a ser realizada com os professores, de forma a alertá-los de sua importância para cada estudante e, consequentemente, para a sociedade.
            Para realizar a atividade com os professores, foi exibido o documentário “Pro dia nascer feliz”, dirigido por João Jardim, do ano de 2007.IMG-20141003-WA0009 Esse documentário expõe as realidades da educação brasileira, seja ela da escola pública ou privada, além de mostrar o ponto de vista de discentes e docentes de ambos os contextos. Através desse é possível perceber que tais realidades são suscetíveis a problemas, o que desmistifica o entendimento que muitos têm a respeito da educação privada, além de expor o grande potencial existente nos alunos da escola pública, o que, na grande maioria das vezes, passa despercebido.
            Após a exibição, que contou também com a presença de outros funcionários além dos professores (já que esses também contribuem de maneira significativa para o desenvolvimento do ambiente escolar), foi realizada uma palestra pela professora Karoline Lins Câmara Marinho de Souza, a qual agradecemos a dedicação que tem tido pelas ações do projeto. Em seu discurso, a professora levantou a questão relativa à diferença entre um educador e um professor. Alguns professores relataram a dificuldade que tinham em ser chamados de “educadores”, devido à carga de responsabilidade que essa palavra traz, embora soubessem que, de fato, é esse o papel que cada um desempenha naquele ambiente. Junto a isso, diversos temas foram levantados, como o problema enfrentado pelo uso de aparatos tecnológicos em sala de aula, que, quando utilizadas de maneira errada, comprometem o aprendizado do aluno. Embora a escola tivesse regras claras as quais proibiam o uso de celulares em sala de aula, ainda havia casos de desrespeito a essas. Sugeriu-se aos professores tentar trazer essas tecnologias para a realidade escolar, de forma que se incitasse nos alunos o hábito de pesquisa na internet e até mesmo adaptar questões matemáticas a essa realidade. Torna-se válido enfatizar que, a todo o momento, a professora buscou expor a sua realidade como professora universitária e mesmo como aluna, para assim tentar exemplificar e tornar mais claro tudo aquilo que era colocado por ela.













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