Dia Nacional do Escritor




Hoje é o Dia Nacional do Escritor - 25 de julho

Simone Tinti

A data foi instituída em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro

Escriba, escrivinhador, escrevedor, escrivinhadeiro. Não importa a palavra que o defina, esse ofício, também considerado um passatempo ou uma forma de manifestação artística, só precisa de "olhos para ver e ouvidos para ouvir", como bem define Tatiana Belinky, escritora e roteirista responsável pela primeira versão do Sítio do Picapau Amarelo na TV Tupi.

No país de Monteiro Lobato, Cecília Meireles, Ziraldo e tantos outros, a data não poderia deixar de ser comemorada. Instituída em 1960, essa comemoração foi definida por decreto governamental após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado por iniciativa de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, respectivamente, presidente e vice-presidente da União Brasileira de Escritores naquela época.

As histórias podem vir de qualquer lugar, basta que o escritor esteja apto a descobri-las e a traduzi-las em palavras. E é dessa incerteza que trata o escritor Bartolomeu Campos de Queirós. "Ser escritor é não ignorar a fantasia e dar corpo a ela por meio do conhecimento da língua, do poder transformador das palavras. É também ser trapezista sem rede e não sabe onde vai cair", diz.

Cada escritor pode ter a sua própria forma de criar. "As histórias simplesmente aparecem na minha cabeça. A inspiração vem de tudo o que está à minha volta, do teatro, das crianças com quem convivo, da criança que fui e dos livros que sempre li", conta Tatiana Belinky. O escritor Ricardo Azevedo conta que suas histórias começam muito antes de serem escritas, e que esse processo de criação é sempre um aprendizado. "E nunca sei como minhas histórias vão terminar. Gosto que seja assim. É muito estimulante e divertido escrever sem saber onde vou parar. Escrever para mim é sempre um aprender tudo de novo, é sempre difícil e nunca sei se o texto vai ficar razoável ou se vou me arrebentar", afirma.

O importante, portanto, é despertar a curiosidade infantil pelos livros, espalhá-los pela casa e permitir que sejam manuseados. E com isso, o leitor para a vida toda surgirá naturalmente. "Se uma criança vê um adulto apaixonado pela leitura de um livro, ela também vai querer experimentar isso. O que move a gente é a paixão", afirma Ricardo Azevedo.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/

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